Design inclusivo: o que é preciso saber para colocar ele em prática nas redes sociais


Foto: freepik

De uns tempos pra cá temos ouvido falar mais sobre diversidade. Com isso, as marcas mais engajadas passaram a pensar em formas de tornar seus produtos/serviços mais acessíveis para esse público tão amplo e diverso.


Neste contexto, o design inclusivo começou a se destacar não só na arquitetura, mas também nas redes sociais. Mais do que ser tendência, se tornou uma necessidade para quem quer engajar e fidelizar seu público devido à sua real importância.


Neste artigo iremos abordar o conceito do design inclusivo, explicar porque as redes sociais têm papel importante nesse processo e mostrar como utilizar o design inclusivo nas mídias.


O que é design inclusivo?


Geralmente quando ouvimos a palavra “inclusivo”, logo pensamos em pessoas com deficiência e algum tipo de limitação motora, mas o termo é ainda mais abrangente.


O design inclusivo é desenhado para beneficiar a todos os tipos de usuários e tem o viés de incluir pessoas em várias esferas diferentes: social, racial, física e mental.


Ele também é chamado de design universal (ou acessível) e tem a premissa de se preocupar com as diferentes formas de uso dos produtos/serviços, colocando as pessoas sempre em primeiro lugar.


Para isso, busca diminuir barreiras para que o usuário consuma o conteúdo em sua totalidade desde o início do processo criativo.


Para exemplificar, considere um curso digital somente em vídeo. Deficientes auditivos não conseguiriam assisti-lo, bem como qualquer usuário que estivesse em um ambiente silencioso e sem seu fone de ouvido em mãos. A mudança para beneficiar a todos e pensando no design inclusivo seria a aplicação de legendas.


Mas, o que o design inclusivo tem a ver com o trabalho do social media? Muita coisa!


Design inclusivo nas redes sociais


Se as redes sociais são amplamente usadas e são um importante espaço da sociedade, independentemente de suas diferenças, todas as pessoas devem ter oportunidades iguais de participar de tudo o que as mídias possam oferecer.


Cabe às empresas e ao social media trazer esse pensamento para as redes sociais para transformar a comunicação e a interação entre a marca e seu público que tem algum tipo de deficiência ou que esteja momentaneamente incapacitado de consumir aquele conteúdo.


Ter várias abordagens para facilitar esse consumo é importante, mas isso deve ser realizado de forma correta. De quais maneiras sua marca pode fazer isso? Confira algumas dicas.


3 dicas para usar o design inclusivo nas suas redes sociais


1. Atenção a emojis, hashtags e arrobas

Pessoas com deficiência visual utilizam leitores de tela para acessar os conteúdos da internet. Para essas pessoas, grande quantidade de emojis e de hashtags e o uso de arrobas se tornam um entrave na comunicação.


Isso acontece porque eles também são lidos pelo recurso de tecnologia assistiva, o que causa atraso no conteúdo e/ou comunicação truncada.


Nesse caso, a dica é colocar menções e hashtags apenas ao final do conteúdo e limitar o uso de emojis e caracteres especiais. Ao invés de usar arroba ou a letra X como recurso de linguagem neutra, prefira uma linguagem mais clara. Por exemplo, evite o “tod@s” ou “todXs” e deixe como “todes” ou “cada um e cada uma”.


Para facilitar a leitura de quem tem problemas de visão, use um tamanho adequado de fonte e, nos CTAs (call to action), priorize “cadastre-se” ao invés de “clique aqui”.


2. Descreva as imagens

As principais redes sociais, como Instagram, Twitter, LinkedIn e Facebook, oferecem um texto alternativo para os seus posts que descreve a imagem para pessoas com deficiência visual, por meio dos leitores de tela.


Mas o ideal mesmo é que você humanize esse texto ao descrever as imagens. Não precisa detalhar muito as descrições, nem repetir o texto da legenda no texto alternativo. Também não comece com “imagem de”, pois isso já é informado pelo leitor de tela.


3. Legende seus vídeos

As principais redes sociais já estão se preocupando com isso. O Instagram, por exemplo, lançou em 2020 um recurso que cria legendas automáticas para os vídeos.


No entanto, como essas legendas podem apresentar erros, você mesmo pode inserir as suas manualmente.


Há ainda outras atitudes para tornar as suas redes sociais cada vez mais inclusivas, como fazer a descrição dos vídeos e apostar em cores contrastantes nas artes.


Ponderar sobre acessibilidade e inclusão deve ser nosso pensamento padrão. Se você ainda não começou a pensar em como colocar isso em prática, está mais do que na hora de mudar suas atitudes para ajudar a tornar o mundo cada vez melhor.


Nós da Mídia.Crawl estamos atentos ao design inclusivo e podemos ajudar você e sua marca!